Duas vertentes que se cruzam
O movimento do software livre (FSF, anos 1980) enfatiza liberdade do usuário. A etiqueta open source (final dos anos 1990) enfatizou o método de desenvolvimento e a adoção comercial. Na prática, ambos dependem de licenças claras e de código auditável.
Licenças que você encontra todo dia
- GPL — copyleft forte (derivados tendem a permanecer livres)
- MIT / BSD / Apache — permissivas, comuns em libs de produto
- AGPL — copyleft que alcança uso em rede (SaaS)
Antes de depender de uma lib em produção, leia a licença: não é só “é de graça”.
Por que a distinção ainda gera discussão
Richard Stallman (FSF) via licença permissiva sem garantia de liberdade contínua como um risco — código aberto podia virar fechado de novo numa bifurcação proprietária. O termo "open source" foi cunhado em 1998 justamente para separar o discurso técnico/comercial do discurso ético da FSF, o que ainda causa atrito entre as comunidades hoje.
- Linux é GPL (copyleft forte); a maioria dos pacotes npm/PyPI usa MIT (permissiva) — a escolha de licença carrega essa história
- Empresa que usa "open core" (parte aberta, parte paga) está navegando exatamente essa tensão original